Chineses apresentam carro que respira


A fabricante chinesa SAIC, em parceria com a GM, apresentou, no Salão de Pequim (China), que começa no próximo dia 25, o YeZ, “o carro que respira”. O modelo é uma combinação de várias tecnologias. Ele usa conversão fotovoltaica e energia eólica. A potência é gerada pela absorção de CO2. O teto imita uma folha e é preenchido com células solares que detectam a posição do sol e se dispõem de forma a obter o melhor desempenho.

As quatro rodas atuam como mini turbinas e podem ser usadas para capturar e converter energia eólica em eletricidade. Para se aproximar ainda mais das plantas, a estrutura do veículo é feita de elementos orgânicos. Assim como no processo de fotossíntese, eles absorvem CO2 e liberam oxigênio. O YeZ é um carro conceito e não há garantias de que será fabricado.

Cientistas estiveram no vulcão na Islândia

Horas antes da grande erupção do vulcão Eyjafallajökull, na Islândia, que causou o caos aéreo na Europa, um grupo de cientistas esteve bem próximo dele em uma expedição. O veículo usado foi uma picape Toyota Hilux, equipada com enormes pneus de baixa pressão e 38 polegadas de diâmetro, feitos para ser usados em terrenos rochosos, de difícil acesso.

As fotos mostram o carro bem próximo do vulcão, já em atividade, mas sem oferecer perigo. A grande erupção que fechou o espaço aéreo na Europa lançou uma nuvem gigante a 30 mil pés de altitude, capaz de danificar as turbinas dos aviões.

Smart terá versão de R$ 49.900 em maio


A Smart dará mais um impulso para as vendas da marca no Brasil com a chegada da série limitada em 300 unidades que terá preço sugerido a partir de R$ 49.900. Trata-se do mdh (micro hybrid drive) Brazilian Edition, que virá com motor aspirado de 71 cavalos (ante 84 cv da versão mais em conta até agora) e sistema start/stop, que desliga o motor quando o carro estiver sendo freado e com o velocímetro marcando menos de 8 km/h, tornando a liga-lo automaticamente quando o pedal do freio não estiver mais sendo pressionado.

A decisão de trazer essa série especial e limitada se deve ao relativo bom desempenho nas vendas da marca no mercado brasileiro, com 398 unidades vendidas nos três primeiros meses do ano. Com o as vendas indo bem, a fabricante acelera a inauguração de pontos de venda. Se no início da operação apenas São Paulo tinha concessionárias da marca, agora Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Vitória também entraram a lista de pontos de venda da fabricante.

BMW supera Toyota entre as marcas mais valiosas


A BMW se torna uma marca mais valiosa do que a Toyota, segundo pesquisa da Millward Brown, empresa que faz o ranking das 100 marcas mais valiosas, conhecido como BranZ Top 100. A principal causa dessa queda da fabricante japonesa se deve à onda de recalls, segundo um dos resposáveis pela pesquisa, Peter Walshe. Mas, ainda segundo ele, a Toyota é uma marca forte e está buscando superar essa fase difícil com uma grande campanha na mídia. Além disso, ele diz que marcas fortes têm menos dificuldades em enfrentar crises.

De acordo com a pesquisa, o valor da marca BMW caiu 9% em relação ao ano passado e agora vale US$ 21,82 bilhões. Enquanto isso, o valor da Toyota passou a ficar 27% menor, valendo US$ 21,77 bilhões. Além da BMW, outra fabricante que teve aumento no valor da marca foi a Ford, que agora vale US$ 7,04 bilhões segundo a pesquisa. Essa melhora se explica, conforme Walshe, pelo investimento em tecnologias como o sistema Sync que ativa equipamentos eletrônicos por voz, bem como pela diminuição nos índices de emissões e pelo uso inteligente das mídias sociais.

Outro ponto interessante da pesquisa mostra que boa parte das marcas de modelos de luxo perderam valor. A Mercedes-Benz ocupa o quarto lugar no ranking, com US$ 13,4 billhões e uma queda de 11%. A conterrânea Porsche levou um tropeço ainda maior (31%) e agora vale US$ 12 bilhões. No cômputo geral, por causa do declínio dos mercados europeu e norte-americano, os valores das seis principais marcas no ranking tiverem uma queda média de 15%, proporção não encontrada em nenhum outro setor da indústria. Apenas como curiosidade, as três marcas mais valiosas do mundo são: Google (US$ 114 bilhões), IBM (US$ 86 bilhões) e Apple (US$ 83 bilhões).

Designer propõe iate da Lamborghini

Italiano se inspira em linhas de superesportivo para criar embarcação de luxo













Tudo serve de inspiração para os designers. Prova disso é o mais recente trabalho do italiano Mauro Lecchi, da Escola Politécnica de Design da Itália, que se baseou no desenho dos superesportivos da Lamborghini para criar um iate bem luxuoso. Segundo ele, modelos clássicos como Diablo e outros mais modernos, como Reventón e Gallardo foram referências para desenhar seu iate, com a carroceria na cor cinza militar.

Além disso, o interior refinado também chama a atenção com estruturas feitas em kevlar e fibra de carbono. Para mover a luxuosa embarcação pelos mares, não poderia faltar um potente motor. Segundo Mauro, o projeto utilizaria motores Volvo Penta IPS 900, capazes de render entre 700 cavalos e 950 cv, ambos movidos a diesel. Para ser mais genuíno às origens, há uma versão com motor Lamborghini V12, de 550 cv, movido a gasolina.

Freios ABS exigem manutenção?

O sistema de freios antitravamento (ABS) é um dos grandes trunfos da eletrônica moderna. Melhor ainda: é um componente que, em tese, é feito para durar enquanto o veículo estiver rodando. Em tese, evidentemente. “Na verdade, o sistema não requer nenhum tipo de manutenção. Problemas no módulo eletrônico são raríssimos. O que acontece mais é algum tipo de deficiência no funcionamento dos sensores do ABS, localizados nas rodas. A falha pode ocorrer por conta de um forte impacto próximo a um destes sensores, por exemplo”, explica Carlo Gibran, gerente de vendas e marketing da divisão Chassi Systems Control da Robert Bosch América Latina.

Seja como for, o especialista lembra que o condutor tem como aliado o painel de instrumentos, onde uma luz de cor amarela acende para avisar que há algo errado com o ABS. Mas isso não chega a ser a pior coisa do mundo. “O ABS é um complemento do sistema de freios convencional. Se ele pára de funcionar por algum motivo, os freios continuam atuando normalmente, apenas sem a assistência do ABS”, lembra Gibran, para o alívio dos desavisados. Mais: a rigor, um sensor defeituoso não impede a atuação dos demais, então, o motorista fica apenas parcialmente desprotegido.


O gerente explica que a troca destes sensores pode ser feita em concessionárias ou mesmo em oficinas independentes especializadas. “Alguns modelos exigem também a troca do cubo da roda. Outros trazem o sensor preso apenas por um parafuso”, explica Sérgio Finardi, reparador do Centro Automotivo Finardi. Por conta disso, a mão-de-obra pode oscilar entre R$ 40 e R$ 80. Já o valor do sensor fica, em média, na casa dos R$ 200.

A remota reprogramação do módulo do sistema exige outras providências. “No caso dos equipamentos fabricados por nós, um profissional da própria Bosch corrige essa eventual falha. Mas isso realmente é muito raro, não me lembro de nenhuma reprogramação de módulo feita por nós nos últimos três anos”, afirma Gibran. Tão animadora quanto essa notícia é a informação de que a empresa executou o serviço gratuitamente para os poucos consumidores atingidos pelo problema.

Pode parecer estranho, mas a troca do módulo é muito mais corriqueira do que sua reprogramação. Isso pode ser necessário, naturalmente, no caso de uma colisão que tenha danificado o equipamento.

Outro fator externo que pode atrapalhar a vida do dono do carro é a chuva. “O circuito eletrônico do módulo pode queimar quando o carro passa por áreas alagadas. O único jeito é trocar a peça. O custo varia muito de um modelo para outro, mas dá para dizer, como simples referência, que ultrapassa os R$ 500”, lembra Finardi.
O mecânico lembra ainda de ter reparado modelos com problemas na bomba de óleo do sistema ABS – apenas duas rodas contavam com o efeito antitravamento. O custo da peça também ultrapassa os R$ 500, segundo Finardi.

Fora todas essas eventualidades, o dono do carro deve ter o cuidado de manter lonas, pastilhas e discos de freio em dia, até porque o excesso de desgaste dos componentes tradicionais pode reduzir bastante a eficiência do ABS. “Freios em mau estado possuem uma tendência de travamento muito menor. Por isso, é possível que o ABS nem entre em funcionamento”, explica Gibran.

ABS para todos

A frota brasileira começa a mudar a partir deste ano. Seguindo a resolução 312 do Contran, as montadoras devem passar a oferecer, gradualmente, cada vez mais modelos equipados com o sistema de freios ABS – o que irá baratear seu custo a médio prazo. Até o fim de 2010, pelo menos 8% dos modelos zero quilômetro licenciados no País deverão contar com o equipamento. A proporção sobe para 15% no ano que vem, salta para 30% em 2012, atinge 60% em 2013 e completa 100% a partir de 2014. Uma pitada a mais de segurança muito bem-vinda para nossas ruas e estradas.

Fabricantes chinesas investem em carros elétricos

O desenvolvimento rápido da China não se vê somente nas megaconstruções das grandes metrópoles do país. As fabricantes de veículos locais têm investido em tecnologia ecológica e propõem uma frota alternativa de veículos elétricos. Com os chamados carros verdes, a indústria chinesa quer posicionar-se à frente de suas concorrentes e disputar o mercado dos Estados Unidos, agora o segundo maior mercado mundial.

Somente no Salão Internacional de Pequim, aberto ao público até o dia 2 de maio, são 95 modelos alternativos expostos. O World Expo, evento organizado em Xangai, também trouxe como destaque do país soluções ecológicas para a mobilidade urbana.


Entre os principais destaques chineses está o Geely Panda, um carro elétrico de alta performance projetado para o mercado norte-americano. A Geely apresentou no Salão de Pequim seis modelos com energia alternativa. Alguns deles serão lançados no próximo ano. A fabricante ganhou expressividade dentro da indústria automobilística mundial ao comprar a Volvo Cars da Ford por US$ 1,8 bilhão.

A Dongfeng Motor mostrou no mesmo evento o elétrico I-Car, um protótipo que chama atenção pelo seu painel futurista com comandos inseridos em uma tela sensível ao toque. Já a BYD trouxe o luxuoso e6, com início de vendas previsto para este ano.

No World Expo, o protótipo Ye Zi (ou Leaf) chamou a atenção do público. O carro é desenvolvido pela Shanghai Automotive Group (Saic), parceira da General Motors e da Volkswagen na China. O Ye Zi parece um louva-deus sobre rodas, com teto saliente em forma de folha, que suporta os painéis solares e pequenas turbinas eólicas sobre as rodas.